Acompanhe os principais destaques da piscicultura e aquicultura no Brasil.
O Show Rural Coopavel 2026, a ser realizado de 9 a 13 de fevereiro, apresentará a piscicultura como um dos pilares de sua programação técnica. O evento contará com a presença do Frigorífico de Peixes da Coopavel (Fripeixe), que terá um estande dedicado a atender produtores atuais e interessados na integração, exibindo um tanque escavado para demonstrações práticas de equipamentos como aeradores e alimentadores automáticos. Serão abordados também temas como sanidade, desempenho zootécnico e sustentabilidade da atividade através de vacinas e probióticos, além de palestras sobre o mercado do peixe, tecnologias modernas e manejo completo do ciclo produtivo, reforçando o compromisso da cooperativa com o fortalecimento do setor e o incentivo a novos investimentos.
O Ministério da Pesca e Aquicultura aplicou advertência a mais de 956 mil pescadores artesanais profissionais por não terem enviado o Relatório Anual de Exercício da Atividade Pesqueira (REAP) dentro do prazo estabelecido, que era 31 de dezembro de 2025. Os pescadores notificados têm até 5 de fevereiro para regularizar a situação, enviando o documento. A não regularização implicará na suspensão automática da Licença de Pescador a partir de 6 de fevereiro, afetando também o acesso a benefícios como o Seguro-Defeso, uma vez que o REAP é requisito para a manutenção do Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP). Pescadores advertidos podem recorrer da decisão em até 30 dias, caso comprovem o envio do relatório no prazo.
A sanção da lei nº 7.618/2025 no Paraguai estabelece o licenciamento ambiental para o cultivo de espécies exóticas em corpos d'água, criando o marco jurídico para a tilapicultura no reservatório de Itaipu, do lado paraguaio. Este avanço coloca a revisão do Acordo Bilateral Brasil-Paraguai como ponto central, visando alinhar regulamentações e destravar o potencial produtivo do reservatório, estimado em 400 mil toneladas anuais de pescado, com impactos significativos para a geração de emprego e renda na região.
O projeto AquaBrasil, iniciado em 2023 e fruto de uma parceria entre o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), celebra resultados expressivos no biênio 2023/2025, especialmente no setor de peixes ornamentais. Em 2025, as exportações atingiram mais de US$ 4,49 milhões, um crescimento de 10,4% que superou a meta de 6%, gerando renda e abrindo novos mercados. O projeto também se destaca pelo Programa Capacita Aqua, que visa a capacitação de empresas para o comércio internacional, e pela participação em grandes eventos globais, como a Interzoo e a CIPS, fortalecendo a imagem do Brasil como fornecedor confiável e sustentável de produtos da aquariofilia.
A União Europeia deu um passo significativo na aprovação provisória do acordo comercial com o Mercosul, após uma longa negociação iniciada em 1999. A decisão, que depende de confirmações formais por escrito, contou com o apoio da maioria dos Estados-membros, sinalizando a criação da maior área de livre comércio global. O tratado visa ampliar o acesso do Mercosul a um mercado com cerca de 451 milhões de consumidores, com implicações que vão além do agronegócio, abrangendo segmentos industriais e de alimentos, e estabelecendo um ambiente mais previsível para o fluxo comercial entre os blocos, apesar de persistirem resistências políticas de alguns países europeus.
Uma pesquisa do Instituto de Pesca (IP-Apta), com apoio da FAPESP, investigou a viabilidade econômica de modelos de pesca recreativa e alternativas sustentáveis para o uso de iscas vivas em empreendimentos de pequena escala no Sudeste do Brasil. O estudo avaliou o desempenho econômico, técnico e ambiental de sistemas de pesca recreativa, incluindo a aquaponia para produção de lambaris e alface, com foco em biossegurança e bem-estar animal. Os resultados, publicados em periódicos internacionais e apresentados em simpósios de carcinicultura e aquicultura, destacam a importância do controle da qualidade da água, a eficiência operacional e o potencial da aquicultura e de sistemas alternativos como estratégias sustentáveis para o setor, oferecendo subsídios técnicos e econômicos para produtores e gestores.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) publicou a Portaria nº 614, datada de 6 de janeiro de 2026, que apresenta as listas nominais de pescadores advertidos, organizadas por região e estado. A medida detalha as advertências aplicadas em todas as cinco regiões do Brasil: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, com divisões específicas para cada unidade federativa.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) aplicou a sanção de advertência a mais de 956 mil pescadores e pescadoras artesanais que não apresentaram o Relatório Anual de Exercício da Atividade Pesqueira (REAP) dentro do prazo estabelecido de 31 de dezembro de 2025. A medida, publicada em Diário Oficial, estabelece que os pescadores têm até 5 de fevereiro para regularizar a situação, enviando o documento preenchido, sob risco de suspensão automática de suas licenças profissionais a partir de 6 de fevereiro. O REAP é um requisito essencial para a comprovação do exercício regular da atividade pesqueira e para a solicitação e manutenção do Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), sendo fundamental para o acesso a benefícios como o Seguro-Defeso. Pescadores advertidos podem recorrer da decisão em até 30 dias, mediante comprovação do envio do REAP no prazo correto.
A aquicultura brasileira, com destaque para tilápia, tambaqui e camarão, continua a ser um motor de crescimento e resiliência em 2024, mesmo diante de desafios globais e da volatilidade cambial. O setor de pescado demonstra otimismo para 2025, impulsionado por estratégias de diversificação, esforços da Associação Brasileira de Fomento ao Pescado (Abrapes) e um consumo interno fortalecido, que alcançou 10 kg per capita. A expectativa de estabilidade cambial e a busca por novos mercados, somadas à consolidação da reforma tributária, são fatores cruciais para a manutenção da competitividade e o fomento da cadeia produtiva.
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, sancionou a lei nº 7.618/2025, estabelecendo um regime de licenciamento ambiental para o cultivo e comercialização de espécies alóctones em corpos d'água, o que representa um avanço crucial para a viabilização da produção de tilápia no reservatório de Itaipu. Anteriormente restrita por impedimentos legais no lado paraguaio, a atividade agora possui uma base jurídica que permite a revisão do acordo bilateral com o Brasil, abrindo portas para um potencial produtivo estimado em 400 mil toneladas anuais, com significativos impactos econômicos, sociais e de segurança alimentar para ambos os países.
O setor pesqueiro brasileiro enfrenta um cenário de pouca evolução estrutural e promessas não concretizadas, segundo análise do Coletivo Nacional da Pesca e Aquicultura (Conepe). A gestão compartilhada entre o Ministério da Pesca e Aquicultura e o Ministério do Meio Ambiente tem se mostrado imatura e disfuncional, resultando em procrastinação e insegurança jurídica. Exemplos como a gestão do pargo, arrasto oceânico, sardinha verdadeira e cação azul demonstram a prevalência de disputas internas e hesitações que comprometem a sustentabilidade dos estoques e a segurança dos atores do setor. Adicionalmente, pressões internacionais e agendas globais adicionam complexidade, com o risco de priorizar o espetáculo sobre a transformação real, enquanto o Estado questiona suas próprias normativas.
O governo de Santa Catarina decidiu proibir a importação, comercialização e distribuição de tilápia proveniente do Vietnã, argumentando a prevenção contra a entrada do vírus Tilapia Lake Virus (TLV), um patógeno associado a altas taxas de mortalidade na aquicultura. A medida estadual, anunciada mesmo com autorização federal, visa proteger a produção aquícola catarinense, um setor estratégico que movimenta mais de R$ 500 milhões anualmente no estado e garante renda a cerca de 30 mil piscicultores, reforçando a prioridade dada à sanidade e segurança dos plantéis.
Uma iniciativa conjunta entre o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), o INCRA e a SPU resultou no reconhecimento de seis territórios pesqueiros tradicionais em Santa Catarina, Pará e Ceará, com a criação de Projetos de Assentamento Agroextrativistas (PAEs). Esta ação visa garantir o acesso à terra, a segurança da posse e a inclusão de pescadores artesanais no Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA), fortalecendo a atividade pesqueira artesanal, seus modos de vida e a cultura local, além de mitigar conflitos fundiários e assegurar continuidade socioeconômica para milhares de famílias.
O Paraguai sancionou a lei nº 7.618/2025, que estabelece o licenciamento ambiental para o cultivo de espécies exóticas em corpos d’água, abrindo caminho para a tilapicultura no reservatório de Itaipu. Esta nova legislação, publicada em 22 de dezembro, contorna restrições legais prévias que impediam a atividade no lado paraguaio, apesar da sua comprovada viabilidade técnica e ambiental. A próxima etapa envolve a revisão do Acordo Bilateral Brasil-Paraguai, que atualmente proíbe o uso de espécies exóticas no reservatório, com a meta de transformar o potencial produtivo em desenvolvimento econômico e social para ambos os países.
Cientistas brasileiros criaram um abrangente banco genético de tilápia-do-nilo, analisando nove populações da espécie em todo o país, com o objetivo de fortalecer o futuro da tilapicultura, setor que representa 65% da produção nacional de peixes cultivados. A pesquisa revelou diversidade genética entre as populações, mas também sinais de endogamia que podem impactar o desempenho produtivo. O banco genético, composto por mais de 2.600 exemplares, permitirá a seleção de peixes mais adaptados às condições brasileiras, com maior resiliência climática e melhor rendimento econômico, com destaque para linhagens ligadas ao programa internacional GIFT.
A China estabeleceu uma nova cota anual para importação de carne bovina, incluindo o Brasil, com o objetivo de proteger seus produtores locais. Volumes que excederem o limite fixado estarão sujeitos a uma tarifa adicional de 55% por um período de três anos. A forma de contabilização dessa cota, que considera as entradas efetivas no país a partir de janeiro de 2026, independentemente de contratos ou cargas já em trânsito, é motivo de preocupação para o setor brasileiro, pois reduz drasticamente o espaço para novas exportações e exige uma ação diplomática urgente para garantir um fluxo comercial equilibrado.
Uma empresa de nutrição animal no agronegócio buscou aumentar sua visibilidade e reconhecimento no mercado, contando com os serviços da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio. Após um planejamento detalhado de assessoria de imprensa e redes sociais, focado na análise do perfil de potenciais clientes, integração com a equipe de vendas e correções frequentes de rota, a iniciativa resultou em um impacto significativo. As ações de marketing geraram um grande número de interações e contatos com potenciais clientes, demonstrando a eficácia de uma estratégia bem definida e executada, que contribuiu para a otimização de recursos e a geração de negócios.
O Valor Bruto da Produção (VBP) do milho projeta um crescimento expressivo de 34%, atingindo R$ 167,4 bilhões em 2025, conforme dados do Ministério da Agricultura e Pecuária. Este avanço, impulsionado por maior produtividade, expansão de área em regiões como o Centro-Oeste e forte demanda da indústria de rações para as cadeias de frangos, suínos e bovinos, consolida o cereal como o terceiro item de maior valor no agronegócio brasileiro, atrás apenas da soja e dos bovinos. O aumento do VBP reflete também o bom momento das proteínas animais e a competitividade logística do produto brasileiro nos mercados internacional e interno.
A avicultura de postura registrou um desempenho notável em 2025, com o Valor Bruto da Produção (VBP) alcançando R$ 29,7 bilhões, um crescimento de 11,3% em relação ao ano anterior. Este avanço expressivo é atribuído à forte demanda interna, à competitividade do ovo em comparação a outras fontes de proteína e a custos de produção mais estáveis. Apesar de manter sua participação de 2,11% no VBP total do agronegócio brasileiro, o setor demonstra uma evolução contínua em sua série histórica, refletindo profissionalização, adoção de tecnologias e um papel crucial no abastecimento de proteína animal de baixo custo para a população.
A C.Vale introduziu uma inovadora tecnologia para a criação de tilápias em tanques recobertos com geomembrana, prometendo um aumento expressivo na produção e uma significativa redução no uso de água. Este novo sistema permite um alojamento de 30 peixes por metro quadrado, comparado a sete no método convencional, viabilizando a criação de mais de dois milhões de tilápias por ciclo em uma área ampliada. O investimento de R$ 7 milhões por um produtor associado, financiado por linhas de crédito específicas, demonstra a confiança na rentabilidade e no futuro promissor da piscicultura de alta densidade, que se mostra mais vantajosa financeiramente que a produção de grãos.
A Associação Brasileira da Indústria de Pescados (Abipesca) completa uma década de atuação com um balanço marcado por adversidades e planos futuros, segundo seu presidente, Eduardo Lobo. Ele critica o modelo de gestão compartilhada de recursos pesqueiros e aquícolas entre o MPA e o Ibama, classificado como um "ambiente de profunda revolta" devido a decisões arbitrárias que prejudicam o setor produtivo, enquanto o número de pescadores com seguro-defeso aumenta significativamente. Lobo destaca os avanços da entidade na criação de um ambiente institucional seguro e profissional para a indústria de processamento de pescados, incluindo a conquista de assento na ICCAT, o combate a fraudes e a presidência da Câmara Setorial da Indústria de Pescados.
A Comissão de Educação e Cultura do Senado aprovou um projeto de lei que propõe a inclusão de peixe e seus derivados na alimentação de estudantes da rede pública, com oferta mínima semanal. A iniciativa, que visa garantir uma dieta mais nutritiva e equilibrada, com potenciais benefícios para o desenvolvimento cognitivo e aumento do consumo de pescado no Brasil, segue agora para análise na Câmara dos Deputados. A proposta, além de seus aspectos nutricionais, tem o potencial de fortalecer a cadeia produtiva do pescado, beneficiando pescadores e piscicultores.
Os preços da tilápia mantiveram-se predominantemente estáveis na primeira semana de janeiro de 2026, conforme apontam dados do Cepea. Em importantes polos produtores do Brasil, as variações nas cotações foram pontuais, indicando um equilíbrio entre a oferta e a demanda no início do ano. Regiões como os Grandes Lagos e o Norte do Paraná registraram estabilidade, enquanto Morada Nova de Minas e o Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba apresentaram leves altas, e o Oeste do Paraná observou uma pequena retração, refletindo um mercado ajustado sem movimentos bruscos.
A nova edição do Anuário do Agronegócio Brasileiro, publicada pelo Jornal O Presente Rural, destaca o marco histórico de R$ 1,41 trilhão no Valor Bruto da Produção agropecuária em 2025, impulsionado pela recuperação da pecuária e pelo crescimento das lavouras. A publicação detalha as engrenagens deste desempenho recorde, incluindo os avanços na bovinocultura, avicultura e suinocultura, mas também aponta os gargalos e desafios enfrentados por setores como o leiteiro, que sofreu com queda de preços e aumento de importações, e a aquicultura, que busca atingir a meta de um milhão de toneladas de peixe cultivado, mas esbarra em entraves regulatórios e burocráticos.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) oficializou a nomeação de 180 candidatos aprovados no Concurso Público Nacional Unificado. As portarias publicadas no Diário Oficial da União definem a convocação para cargos essenciais como auditores fiscais agropecuários, agentes de atividades agropecuárias e de inspeção sanitária e industrial de produtos de origem animal, técnicos de laboratório, analista em ciência e tecnologia e tecnologista. Os nomeados terão prazos definidos para a posse e o início do exercício, com lotação em diversas localidades, incluindo a sede do ministério e seus institutos vinculados.
O Instituto de Pesca (IP-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, inicia 2026 com a missão de promover soluções científicas, tecnológicas e inovadoras para o desenvolvimento sustentável da cadeia de valor da Pesca e da Aquicultura. Com pesquisas que abrangem desde a produção até o consumo de alimentos aquáticos, o Instituto apoia pescadores artesanais e aquicultores, gerando conhecimento, tecnologias e orientações técnicas. Suas ações visam o aprimoramento de sistemas produtivos na aquicultura, a valorização do conhecimento tradicional na pesca artesanal, a promoção de alimentos saudáveis e acessíveis, e o subsídio de políticas públicas para o desenvolvimento regional, contribuindo para a segurança alimentar, geração de renda e uso sustentável dos recursos naturais.
A China anunciou a imposição de uma cota anual para importação de carne bovina, estabelecendo uma tarifa de 55% para volumes que excederem o limite definido, com validade inicial de três anos. Essa medida, que visa proteger produtores locais, impacta diretamente exportadores como o Brasil, que se preocupa com a forma de contabilização dos volumes, a partir de 1º de janeiro de 2026, independentemente de contratos ou cargas já em trânsito. A potencial redução significativa do espaço para novas exportações exige ações diplomáticas urgentes para um entendimento equilibrado, com o setor brasileiro precisando revisar expectativas e investimentos diante dessa mudança abrupta no comércio internacional.
O mercado do suíno vivo iniciou janeiro com um comportamento misto e variações moderadas nos preços em alguns dos principais estados produtores brasileiros. Conforme o Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, os ajustes pontuais refletem uma dinâmica de oferta e demanda ainda em fase de consolidação no começo do ano, sem oscilações bruscas nas cotações. Estados como Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo apresentaram pequenas flutuações diárias e acumuladas no mês, indicando um cenário de estabilidade relativa.
A acentuada queda nos preços do trigo em 2025 deve manter a atratividade da cultura reduzida para os produtores brasileiros, com projeções indicando estagnação na área destinada ao cereal no primeiro semestre de 2026. Essa situação reforça a dependência das importações para o abastecimento interno, que devem atingir 6,7 milhões de toneladas entre agosto de 2025 e julho de 2026. Embora as exportações devam continuar a atenuar a pressão de baixa nos valores domésticos, pesquisadores do Cepea não preveem recuperações consistentes de preços no início de 2026, especialmente com a Argentina registrando uma safra recorde, o que intensifica a concorrência do trigo importado com a produção nacional.
O Instituto de Pesca (IP-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, inicia 2026 com o compromisso renovado de promover soluções científicas, tecnológicas e inovadoras para o desenvolvimento sustentável da pesca e aquicultura. A instituição dedica-se à geração de conhecimento e ao fortalecimento do setor, visando a segurança alimentar, a geração de renda e o uso responsável dos recursos naturais, com pesquisas que impactam desde a produção até o consumo de alimentos aquáticos e apoiam pescadores artesanais e aquicultores.
Em uma ação de apoio emergencial, a Superintendência Federal da Pesca e Aquicultura em Pernambuco, em colaboração com a Secretaria de Desenvolvimento Agrário do estado e o Ministério do Desenvolvimento Social, distribuiu 900 cestas de alimentos a pescadores artesanais do município de Sirinhaém (PE). A iniciativa visa amparar 150 famílias da comunidade de Santo Amaro, que foram impactadas por incêndios que destruíram seus reservatórios de equipamentos de pesca. As entregas foram realizadas em três lotes, atendendo a diferentes associações e colônias de pescadores da região, com o objetivo de oferecer suporte e alívio a essa categoria profissional.
A imposição de uma tarifa extra de 40% nas exportações de pescados brasileiros para os Estados Unidos, em 2026, tem impactado significativamente as cadeias exportadoras, conforme relatos de empresas como a Cais do Atlântico e C.Vale, que viram seus volumes e faturamentos reduzidos. Apesar de a revogação de tarifas sobre outros produtos brasileiros ter gerado esperança, o pescado permaneceu taxado, frustrando o setor. Diante desse cenário, empresas buscam diversificar seus mercados, explorando oportunidades no Canadá, Colômbia, China e até mesmo no mercado interno, na expectativa de uma solução negociada com os americanos e europeus.
O Pregão Eletrônico 90002/2025 visa a contratação de serviços cujos detalhes podem ser consultados através dos documentos disponibilizados, incluindo o Edital, Estudo Técnico Preliminar, Contrato, Minuta de Ata e Termo de Referência. Adicionalmente, uma Planilha de vigilantes do MPA faz parte dos materiais relacionados a este certame.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) divulgou o edital para a seleção de embarcações autorizadas a pescar tainha (Mugil liza) na temporada de 2026. O período para solicitação de habilitação ocorrerá entre 12 e 25 de janeiro de 2026, sendo necessário possuir autorização prévia para as modalidades de pesca de cerco/traineira ou emalhe costeiro. O processo de inscrição e consulta de informações detalhadas deve ser realizado exclusivamente pelo Sistema PesqBrasil – Monitoramento, visando aprimorar a clareza e a eficiência do processo de seleção.
O setor de tilápia no Brasil enfrentou um 2025 marcado por instabilidade, com queda nos preços para o produtor e retração no consumo interno, influenciado pela imposição de sobretaxas americanas às importações e pela entrada de tilápias vietnamitas no mercado nacional. Apesar da oferta elevada e da queda de 12% nos preços reais em regiões como Grande Lago (SP), houve um aumento de 19,2% no volume de alevinos comercializados, indicando um movimento de reposição produtiva. Para 2026, as expectativas apontam para a contínua influência de fatores externos, como as importações, e uma produção preparada para atender às oscilações de demanda, especialmente no período da Quaresma.
Um Termo de Execução Descentralizada (TED) de número 31/2025, firmado entre o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e a Universidade Federal de Alagoas (UFAL), visa aprimorar atividades nos setores de piscicultura e carcinicultura. O acordo, com validade até 31 de dezembro de 2025, busca fortalecer a produção e o desenvolvimento tecnológico dentro destas áreas da aquicultura no estado.
O Mato Grosso do Sul consolida sua posição como potência na suinocultura através de um crescimento estratégico impulsionado pela expansão das culturas de grãos, integração produtiva, decisões industriais assertivas e um ambiente sanitário robusto. O estado, que antes dependia de outras regiões, agora processa sua própria produção de milho e soja em proteína animal, fomentando empregos, renda e valor agregado. Com uma logística privilegiada, acesso à rota bioceânica, status sanitário avançado, sucessão familiar organizada e novos investimentos industriais, a suinocultura sul-mato-grossense avança para uma nova etapa de maior competitividade, sustentabilidade e potencial de crescimento acentuado.
O setor agropecuário, incluindo pesca e aquicultura, registrou o maior crescimento no rendimento médio mensal real, apresentando um aumento de 7,3% em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, conforme dados da PNAD Contínua do IBGE. Esse impulso contribuiu para um rendimento real habitual recorde em todas as atividades, além de atingir um pico histórico na massa de rendimento real habitual. Paralelamente, a taxa de desocupação no Brasil alcançou seu menor índice desde 2012, com 5,2% da força de trabalho em busca de emprego.
O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Rio de Janeiro registrou um crescimento nominal de 12,2% em 2025, alcançando R$ 5,06 bilhões. Apesar da expansão, o estado se mantém na 26ª posição no ranking nacional, com uma participação de 0,36% no VBP total do Brasil, inferior à média nacional de 14,8%. A pecuária, com destaque para leite e bovinos, e grãos como café e tomate, compõem as principais atividades do estado, que acumula um aumento de 30,9% em quatro anos, mas enfrenta o desafio de ganhar tração proporcional em relação aos grandes polos produtores do país.
A Coopavel marca presença no Show Rural com uma novidade significativa para o mercado de piscicultura: o lançamento de embalagens com a sua marca para cortes de peixes. Em um período de apenas 23 dias após a aquisição da antiga Pescados Cascavel, a cooperativa apresentou oficialmente os produtos que já estarão disponíveis em supermercados de todo o país. A iniciativa representa a concretização de um antigo projeto da entidade, visando oferecer mais uma opção de proteína de qualidade aos consumidores.
O presidente Dilvo Grolli destacou o trabalho determinado e a união de esforços que viabilizaram o rápido lançamento dos filés de tilápia, em embalagens de 400 e 800 gramas. O gerente do Fripeixe, Paulo Cesar Dias Alves, ressaltou a importância da integração com a legislação e os critérios técnicos, bem como o acordo firmado com o produtor rural Marcelo Haruo Saito, o primeiro integrado da Coopavel dedicado à produção de peixes. A unidade de beneficiamento já realiza o abate diário de 18 mil exemplares, com projeção de expansão para 60 mil peixes/dia.
A piscicultura brasileira tem registrado um crescimento notável, com um aumento de 53,25% na produção nos últimos vinte anos. O setor se consolida como um importante pilar do agronegócio nacional, impulsionado, especialmente, pela criação de tilápias, espécie que o Brasil lidera mundialmente, atrás apenas de China, Indonésia e Egito. Essa expansão se reflete na geração de empregos e na oferta de proteína de qualidade para a população.
O período de maior faturamento para a piscicultura coincide com os meses de verão (dezembro a março), devido às condições climáticas favoráveis que aceleram o crescimento dos peixes, e também com a Semana Santa. As altas temperaturas do verão incentivam o consumo de alimentos mais leves e nutritivos, como o peixe, enquanto a tradição religiosa e cultural da Semana Santa aumenta significativamente a demanda, consolidando esses períodos como cruciais para o sucesso econômico do setor.
O agronegócio brasileiro se prepara para 2025 com um foco acentuado em sustentabilidade e inovação, visando superar desafios e capitalizar oportunidades. A professora Rafaella Tarallo, da Faculdade Anhanguera, destaca que práticas ambientais responsáveis e a busca por alimentos sustentáveis serão primordiais. Tecnologias como agricultura de precisão, biotecnologias, inteligência artificial e big data ganharão espaço para otimizar o uso de recursos, prever safras e mitigar impactos climáticos, fortalecendo a produção e a competitividade global.
A transição para um modelo mais sustentável exigirá, contudo, uma atenção especial à capacitação profissional e à infraestrutura. A necessidade de qualificação de mão de obra para operar novas ferramentas tecnológicas e o incentivo à educação continuada são cruciais. Paralelamente, a melhoria da logística e infraestrutura de transporte e armazenamento será fundamental para o escoamento eficiente da produção, permitindo que o Brasil consolide sua posição como líder em agricultura regenerativa e destaque o valor de certificações ambientais e produtos com menor impacto.
Um projeto de lei em avaliação na Comissão de Educação visa incluir o consumo de peixe e seus derivados na merenda escolar, com a meta de oferecer este alimento pelo menos uma vez por semana nas instituições de ensino. A proposta, apresentada pelo senador Jorge Seif (PL/SC), busca não apenas enriquecer a dieta dos estudantes com uma proteína nobre, mas também promover hábitos alimentares saudáveis desde cedo.
As alterações propostas pelo relator, senador Laércio Oliveira (PP/SE), na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária, enfatizam a importância de considerar a vocação agrícola e pesqueira de cada região na elaboração dos cardápios, evitando custos adicionais para municípios que não possuem forte exploração pesqueira. A inclusão do pescado é defendida como fundamental para garantir a segurança alimentar e o desenvolvimento nutricional de milhões de alunos, com benefícios que vão desde a oferta de nutrientes essenciais até a contribuição para a longevidade e o desenvolvimento cognitivo, como apontado em pesquisas.
Após dois trimestres consecutivos de retração, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro apresentou uma recuperação expressiva no terceiro trimestre de 2024, com um avanço de 1,26%. Essa alta, calculada pelo Cepea/CNA, contribuiu para diminuir a taxa de queda acumulada no ano para 2,49%. A projeção indica que o setor pode representar 22% do PIB nacional em 2024, um percentual inferior aos 23,5% registrados no ano anterior.
A recuperação trimestral foi impulsionada tanto pelo ramo agrícola, que cresceu 1,27%, quanto pelo pecuário, com uma elevação de 1,31%. A elevação do valor bruto da produção, fundamentada em preços reais mais altos, foi o principal fator por trás desses resultados positivos em todos os segmentos. Contudo, a queda acumulada no ano é majoritariamente atribuída à performance negativa do setor agrícola, com baixa de pouco mais de 4%, enquanto o pecuário manteve um desempenho positivo de 1,6%, atenuando parcialmente o impacto geral.
A carcinicultura brasileira, com destaque para o cultivo de camarão, tem se consolidado como uma joia da economia nordestina. Estados como Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte concentram 88,3% da produção nacional, que superou 127 mil toneladas no último ano, segundo o IBGE. Essas regiões se beneficiam de condições naturais favoráveis e da crescente adoção de práticas modernas e sustentáveis de aquicultura, fatores que impulsionam tanto o mercado interno quanto as exportações.
Para reforçar a importância deste produto nacional, rico em nutrientes, o Ministério da Pesca e Aquicultura lançou a campanha "Camarão: é do Nordeste, é pra você!". A iniciativa visa fomentar o cultivo e o consumo do camarão brasileiro, valorizando a qualidade e a sustentabilidade da produção. Estados como Ceará e Rio Grande do Norte lideram em inovação e expansão para o interior, enquanto Paraíba e Pernambuco destacam-se pelo investimento em assistência técnica, capacitação e associativismo, consolidando o setor como um motor de desenvolvimento econômico e referência mundial em aquicultura sustentável.
Um problema comum na piscicultura de tilápias, o nascimento indesejado de alevinos fêmeas que se reproduzem nos tanques, estava gerando prejuízos significativos para produtores. A superpopulação de alevinos competia por ração e oxigênio, resultando em peixes menores, aumento de custos e, em alguns casos, a perda total do lote. Diante desse cenário, a Copacol buscou uma solução inovadora com o Projeto Pacu, especializado em espécies nativas.
A parceria resultou na introdução estratégica do dourado, um peixe predador nativo, nos viveiros de tilápia. Testes experimentais comprovam a eficácia do dourado em controlar as desovas indesejadas, reduzindo drasticamente o número de alevinos de tilápia indesejados. Essa medida tem gerado economia de ração e energia elétrica, além de permitir que as tilápias atinjam um tamanho maior e de melhor valor de mercado, transformando um problema em uma oportunidade de lucro.
A Embrapa realizará um debate virtual em 30 de janeiro, das 10h às 11h30, via YouTube, para discutir o conceito e a aplicação da Taxonomia Sustentável Brasileira (TSB). Este sistema de classificação, adaptado das ciências agrárias e biológicas, visa orientar a alocação de recursos financeiros em iniciativas que promovam a proteção ambiental e impactos sociais positivos, fortalecendo políticas públicas no país.
O evento busca aprimorar a construção da TSB, iniciativa do governo federal que identifica atividades, produtos e investimentos sustentáveis na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura. Com a participação de 22 ministérios, instituições financeiras e representantes da sociedade civil, a TSB alinha-se a compromissos nacionais e internacionais de sustentabilidade, incluindo a mitigação de mudanças climáticas e a proteção da biodiversidade.
A Brazilian Fish, empresa já conhecida por inovações como coxinha, kibe e pururuca de tilápia, apresenta sua mais nova criação para o verão: o picolé de tilápia. A novidade promete expandir o leque de produtos à base do pescado, oferecendo uma opção diferente para os consumidores durante a estação mais quente do ano.
A iniciativa reforça o trabalho da empresa em diversificar o uso da tilápia em seus produtos, buscando novas aplicações e sabores. O lançamento marca uma ousada aposta da Brazilian Fish no mercado, visando atrair a atenção dos consumidores com uma proposta culinária inusitada.
O setor de aquicultura brasileiro registrou um faturamento expressivo de R$ 9,4 bilhões em 2023, impulsionado principalmente pelo bom desempenho da produção de tilápia e camarão. Esses dois segmentos se consolidaram como os principais responsáveis pelo crescimento e pela geração de receita na atividade aquicola do país.
Os dados, divulgados pelo IBGE, reforçam a importância dessas espécies para a economia do setor. A alta demanda e a consolidação no mercado nacional e internacional têm mantido a tilápia e o camarão como pilares fundamentais para o sucesso da aquicultura brasileira, evidenciando o potencial de crescimento contínuo.
A experiência consolidada do Brasil na produção de tilápia oferece um modelo promissor para o desenvolvimento sustentável de outras cadeias aquicolas, como a do tambaqui. Segundo o ex-ministro Altemir Gregolin, o país, já referência em energia limpa, pode estender essa expertise para a aquicultura, impulsionando a estruturação da cadeia e o aprimoramento tecnológico para espécies amazônicas. O amadurecimento do setor da tilápia, que envolve desde grandes produtores até pequenos criadores, demonstra a capacidade de adaptação e atendimento às demandas do mercado.
A discussão sobre a produção sustentável de peixes na Amazônia ganha força com eventos como o IFC Amazônia e a proximidade da COP30 em Belém. O aquecimento do setor, evidenciado pelo crescimento de 17% no faturamento da produção de peixes, camarões e moluscos em 2023, movido por R$ 9,3 bilhões, reforça o potencial da proteína de pescado cultivado. Iniciativas como o Projeto Pacu, que utiliza a experiência na produção de dourado para controlar desovas de tilápias, exemplificam a aplicação prática do conhecimento para otimizar a produção e os lucros.
A intensificação da aquicultura, especialmente no cultivo de tilápias e peixes nativos, tem impulsionado o desenvolvimento de novas tecnologias para lidar com desafios como o crescimento excessivo de algas cianofíceas e o consequente problema do "off-flavor" – odores e sabores indesejáveis no pescado. Uma nova solução, o Interox 50 IX, à base de peróxido de hidrogênio, surge como uma alternativa eficaz e ecologicamente correta aos métodos tradicionais. Este produto combate seletivamente as cianofíceas, oxida as toxinas e substâncias odoríferas liberadas por elas, e decompõe-se rapidamente em oxigênio e água, sem deixar resíduos nocivos no pescado ou no ambiente.
O Interox 50 IX se destaca por sua versatilidade e baixo impacto ambiental. Ao contrário de herbicidas e sulfato de cobre, comumente utilizados e que podem se acumular no pescado e no ecossistema, o novo composto preserva algas benéficas e o zooplâncton, além de ser seguro para diversas espécies de peixes. Ensaios laboratoriais e de campo demonstraram sua eficácia na redução da floração de cianofíceas, na minimização do "off-flavor" e na otimização do uso de energia com a aeração. Além disso, o produto também se mostra promissor no controle de parasitos, fungos e bactérias, ampliando seu leque de aplicações para um desenvolvimento mais sustentável da aquicultura.
O cultivo de camarão no Brasil consolida-se como uma joia da economia nordestina, com destaque para Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, estados que concentram 88,3% da produção nacional. No último ano, a atividade ultrapassou 127 mil toneladas, impulsionada por condições naturais favoráveis e a adoção de técnicas modernas e sustentáveis de aquicultura.
Diante deste cenário promissor, o Ministério da Pesca e Aquicultura lança a campanha "Camarão: é do Nordeste, é pra você!", visando fomentar o cultivo e o consumo do camarão nacional. A iniciativa destaca a riqueza nutricional do produto e a força dos quatro estados produtores, que investem em tecnologia, biossegurança, assistência técnica e associativismo para garantir a qualidade, a sustentabilidade e a competitividade do camarão brasileiro no mercado interno e externo.
As vendas de ovos brasileiros para os Emirados Árabes Unidos registraram um expressivo aumento de 108,7% no início de 2024, alcançando 2.354 toneladas importadas. Com esse desempenho, o país se consolidou como o segundo maior comprador de ovos nacionais, atrás apenas do Chile. O Catar também demonstrou crescimento, elevando suas importações em 7,1%, totalizando 1.107 toneladas, o que o posicionou como o quinto principal mercado, precedido por Estados Unidos e Japão.
Apesar de uma retração geral de 27,3% nas exportações de ovos in natura e processados em 2024, totalizando 18,4 mil toneladas e gerando US$ 39,2 milhões em receita, o último trimestre do ano apresentou um cenário promissor. As exportações de dezembro cresceram significativamente, com um aumento de 116,8% em volume e 72,2% em valor, comparado ao mesmo período de 2023. Ricardo Santin, presidente da ABPA, destacou que, embora a demanda interna tenha exercido pressão, o fluxo positivo observado no final de 2024 sinaliza uma sustentação para as exportações em 2025.
A Primato Cooperativa Agroindustrial formalizou uma nova e significativa parceria com a tradicional família Becker, de Quatro Pontes (PR), marcando um passo importante para o fortalecimento da cadeia produtiva de tilápia na região. Com a experiência consolidada da Granja Becker, reconhecida nacionalmente por sua excelência em suinocultura, a união visa agregar valor à marca premium da Primato através do fornecimento de tilápias de alta qualidade. Este acordo estratégico envolve a cooperação mútua, onde a Primato fornecerá a ração essencial para a produção, enquanto a família Becker garantirá a oferta de peixes para o frigorífico da cooperativa.
A colaboração reforça o compromisso da Primato com o desenvolvimento da piscicultura local e a produção sustentável, ao mesmo tempo em que oferece maior segurança e estabilidade aos produtores. A família Becker, com sua vasta experiência e projetos em andamento que incluem engorda, alevinos e juvenis de tilápia, encontra na parceria com a Primato a segurança mercadológica que buscava. As perspectivas futuras são promissoras, com planos para a construção de uma nova fábrica de ração voltada para a piscicultura e um frigorífico próprio, sinalizando um crescimento conjunto e uma cooperação de longo prazo.
A Itaipu Binacional deu início a um projeto pioneiro de pesquisa visando a produção do dourado (Salminus brasiliensis) em tanques-rede. A iniciativa, que já recebeu a primeira remessa de seis mil peixes jovens, tem como objetivo primordial o desenvolvimento de uma cadeia produtiva sustentável para a espécie, oferecendo uma alternativa de renda para comunidades locais que dependem da pesca e da aquicultura no reservatório. Esta pesquisa representa um avanço significativo, pois a pesca do dourado é atualmente proibida no Paraná, e a aquicultura surge como uma solução para suprir a demanda por consumo sem impactar os estoques naturais.
A pesquisa em bioflocos, um sistema inovador que minimiza o consumo e a poluição da água, será fundamental para o sucesso da produção de dourados. Com filhotes vindos de Mato Grosso do Sul, os peixes passarão por um período de aclimatação e engorda, com a expectativa de atingirem mais de um quilo em um ano para comercialização. O dourado, com seu alto valor comercial, tem potencial para atender nichos de mercado específicos. A Itaipu estuda a adaptação de tanques-rede maiores para acomodar a espécie, que é carnívora e dominante, exigindo cuidados especiais no manejo e mais espaço. O Paraná, líder nacional na produção de peixes, se beneficia dessa pesquisa que busca otimizar protocolos de alimentação, controle de qualidade da água e avaliar a viabilidade econômica da aquicultura sustentável.
Em uma tendência gastronômica que transforma a experiência dos bares e botequins brasileiros, peixes e frutos do mar ganham destaque nos cardápios. Longe do tradicional torresmo, estabelecimentos como o Sororoca Bar, em São Paulo, e o Bar da Peixaria, no Rio de Janeiro, apostam em pescados frescos e integrais para atrair um público cada vez mais receptivo. Essa mudança é impulsionada pela popularização do consumo de peixes, em parte devido à influência da culinária japonesa, que desmistificou e ampliou o paladar dos brasileiros para esses ingredientes.
A crescente demanda por alimentação saudável e a busca por experiências culinárias inovadoras impulsionam o crescimento de bares e peixarias que têm o pescado como protagonista. Chefs e empreendedores veem nesse nicho um "oceano azul" de oportunidades, explorando a sazonalidade dos produtos e oferecendo desde coquetéis sofisticados a cervejas geladas para acompanhar os sabores marinhos. Essa reinvenção do ambiente boêmio consolida o pescado como um elemento central na renovação da vida noturna e gastronômica do país.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) divulgou o edital de convocação para candidatos aprovados em processo seletivo simplificado, anunciando a abertura de novas vagas para servidores temporários. Os aprovados devem comparecer presencialmente ao MPA, em Brasília, entre os dias 5 e 7 de fevereiro de 2025, conforme cronograma específico por cargo.
Os convocados terão até o dia 30 de janeiro de 2025, às 18h, para enviar toda a documentação necessária para o endereço de e-mail selecaotemporaria@mpa.gov.br. Exames médicos admissionais e a entrega de outros documentos são etapas obrigatórias para a efetivação dos contratados. A lista completa dos convocados e os procedimentos detalhados podem ser consultados no Edital MPA nº 2/2024.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) publicou o Edital de Seleção nº 1 de 7 de janeiro de 2025, estabelecendo as regras para a obtenção da Autorização de Pesca Especial Temporária para a captura da tainha (Mugil liza) na temporada de 2025. O documento visa habilitar e credenciar embarcações que atuam nas modalidades de cerco/traineira, permissionamento e emalhe anilhado.
As inscrições para o processo seletivo já estão abertas e se estenderão até o dia 26 de janeiro de 2025. Os interessados devem realizar o cadastro através do site oficial do MPA, consultando o edital na íntegra para obter detalhes sobre as condições, prazos e documentação necessária. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail editaltainha2025@mpa.gov.br ou pelo telefone (61) 3276-4428.
Um incidente ocorrido na noite de domingo (05) em Nova Santa Rosa, no Paraná, resultou na perda de aproximadamente 25 toneladas de tilápia devido ao rompimento de uma tábua do monge, estrutura responsável pelo controle do fluxo de água em um tanque de piscicultura. O rompimento provocou o esvaziamento completo do reservatório, comprometendo toda a produção e gerando um prejuízo financeiro ainda em cálculo para o piscicultor afetado.
Diante da situação, a Prefeitura de Nova Santa Rosa agiu prontamente, mobilizando uma equipe para oferecer suporte ao produtor. As ações de assistência incluem o reparo da estrutura do tanque com o aterro, visando prevenir a repetição de eventos semelhantes e garantir a segurança da produção futura na região.
A Primato, renomada empresa agroindustrial, inicia 2025 com uma expansão significativa em seu mercado de tilápia, fortalecendo sua atuação na aquicultura. A cooperativa, que já atuava no segmento desde 2020 por meio de integração e abate com terceiros, agora dá um passo estratégico ao lançar sua própria marca de tilápia, agregando o selo de qualidade Primato a uma oferta ampliada de produtos.
Com o objetivo de oferecer um alimento saudável e de excelência aos consumidores, a Primato aumentou sua capacidade de abate para 25 mil tilápias por dia, com potencial de duplicação. Novos investimentos estão previstos para a produção de alevinos, fabricação de ração e aprimoramento do processo de abate, visando consolidar um futuro promissor para a piscicultura e gerar mais uma opção de renda aos seus cooperados, além de um produto premium para o mercado nacional.
O Departamento de Peixes da C.Vale promete ser um dos grandes atrativos no Dia de Campo de Verão 2025, que ocorrerá de 14 a 16 de janeiro em Palotina (PR). Durante o evento, novas tecnologias voltadas para a produção de tilápias serão apresentadas, incluindo um tanque construído especialmente para demonstrações. Profissionais da cooperativa detalharão as vantagens do sistema de produção superintensivo em tanques escavados revestidos com gel membrana e discutirão a expansão da cadeia produtiva.
O Dia de Campo, que chega à sua terceira edição na nova área experimental da C.Vale, reunirá 135 empresas expondo máquinas, implementos e tecnologias para diversas áreas da produção agrícola, incluindo piscicultura. O evento busca conectar agricultores às soluções mais avançadas do mercado, com destaque para 48 cultivares de soja, 51 híbridos de milho e 16 cultivares de mandioca, além de inovações em agroquímicos, produtos biológicos e programas nutricionais.
A produção de peixes nativos brasileiros como Tambaqui, Pintado e Pirarucu, que enfrentou um declínio nos últimos quatro anos devido à desmotivação de produtores com preços mais baixos, agora se prepara para um ressurgimento promissor. Impulsionada por avanços tecnológicos na piscicultura e práticas modernas de manejo ambiental, a aquicultura dessas espécies representa uma oportunidade econômica e sustentável, explorando a rica biodiversidade aquática do país.
Espécies como o Tambaqui, conhecido por sua resistência e rápido crescimento, e o Pirarucu, um gigante de carne nobre e cuja criação em cativeiro auxilia na recuperação de populações selvagens, ganham destaque. A valorização gastronômica desses peixes, tanto nacional quanto internacionalmente, impulsiona a demanda por produtos de origem local e sustentável, sinalizando um momento crucial para o desenvolvimento da aquicultura brasileira, que visa conciliar progresso econômico com a conservação da biodiversidade.
A piscicultura brasileira ganha um importante reforço com o lançamento do ArapaimaPLUS, uma ferramenta genômica desenvolvida pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. A plataforma, que se une a outras soluções da família AquaPLUS para espécies como tilápia e camarão, agora oferece suporte especializado para a criação de pirarucu em cativeiro. O ArapaimaPLUS visa simplificar e otimizar processos cruciais como gestão, uso, seleção e melhoramento genético de matrizes, com foco em praticidade, baixo custo e alto retorno para os produtores.
O novo teste genômico permite análises de paternidade, parentesco, identificação individual e avaliação da variabilidade genética do pirarucu. Essa tecnologia é fundamental para o manejo genealógico de reprodutores, auxiliando na formação de casais mais eficientes e na prevenção de acasalamentos consanguíneos, que podem comprometer o desenvolvimento e a produtividade dos animais. Além de impulsionar a produção em cativeiro, o ArapaimaPLUS também apresenta potencial para rastreabilidade de produtos da pesca e monitoramento de populações selvagens, agregando valor e segurança ao setor.
O Anuário do Agronegócio Brasileiro, recém-lançado em formato digital, destaca a robustez do setor agropecuário nacional em 2024, alcançando um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 1,22 trilhão. Apesar dos desafios climáticos e econômicos enfrentados, a publicação do jornal O Presente Rural evidencia a resiliência e a inovação que impulsionam a economia do país, com contribuições significativas de agricultores, pecuaristas, cooperativas e empresas.
A edição deste ano aprofunda as análises com reportagens especiais e projeções de líderes do setor para 2025. Entre os destaques estão os resultados da soja, milho e trigo, a recuperação da bovinocultura de corte, o desempenho da avicultura e suinocultura com recordes históricos, o crescimento do consumo de ovos e os resultados sólidos da piscicultura, que projeta expectativas otimistas para o próximo ano.